{"id":8708,"date":"2017-09-08T10:28:51","date_gmt":"2017-09-08T13:28:51","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=8708"},"modified":"2017-09-08T10:28:51","modified_gmt":"2017-09-08T13:28:51","slug":"historias-cruzadas-esperanca-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2017\/09\/08\/historias-cruzadas-esperanca-4\/","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIAS CRUZADAS: A esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h6>Cap\u00edtulo 8:<br \/>\npor Marcelo Grisa<\/h6>\n<p>Gabriela e Alex aproximaram-se em passos quase coreografados. Sincronizados em seus p\u00e9s, vieram at\u00e9 o asfalto da Rua Ipiranga, ficando a apenas tr\u00eas passos um do outro. Nesse ponto, algo brilhava com um calor estranho no peito da mo\u00e7a: era o medalh\u00e3o. Entretanto, ela n\u00e3o conseguia se importar. Importavam, sim, as respostas. Resolver n\u00e3o apenas este, mas todos os mist\u00e9rios de sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Alex, por outro lado, estava perdido dentro de si mesmo. Em um vasto espa\u00e7o bege, estava suspenso, com as roupas que usava quando fora abduzido, em tempos hoje imemoriais. N\u00e3o conseguia se mexer, tampouco estava preso em qualquer estrutura. Os esp\u00edritos de formas que n\u00e3o pertencem \u00e0 Terra o circundavam, fazendo perguntas que sua mente n\u00e3o compreendia, tanto em forma quanto conte\u00fado. Era como se formas geom\u00e9tricas entrassem na sua mente tentando montar formas que explicassem a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fora dali, os fantasmas controlavam seu corpo. Dando mais um passo \u00e0 frente, Alex \u2013 ou quem quer que fosse em seu lugar ali \u2013 encostou um dedo indicador na testa de Gabriela. Sem rea\u00e7\u00e3o, ela experimentou uma vis\u00e3o que a deixou desconcertada.<\/p>\n<p>Estava por sobre uma esp\u00e9cie de cidade, que mesclava-se a uma grande floresta. Torres viam-se integradas a \u00e1rvores com caules roxos e folhas de todas as cores e mais algumas. Alguns segundos depois, era como se ca\u00edsse na cidade, ficando apenas a alguns metros de cidad\u00e3os aparentemente pacatos.<\/p>\n<p>Alguns deles eram humanos, outros n\u00e3o. Com\u00e9rcio, confus\u00f5es, intriga, amor, vizinhan\u00e7a, azedume e \u00e0s vezes festa: conseguia sent\u00ed-los, todos, de formas que nunca havia. Como se pudesse ler suas mentes. Como em um livro de narrativa onisciente.<\/p>\n<p>Arrebatada pela avalanche de percep\u00e7\u00f5es, de repente, tudo tornou-se mais escuro. Uma explos\u00e3o ocorria ao longe. Lasers come\u00e7avam a cruzar o c\u00e9u, em diferentes cores. Mas o espet\u00e1culo n\u00e3o tinha um desfecho alegre.<br \/>\nNo final, enquanto voltava a si, uma frase gravou-se em seu c\u00e9rebro. T\u00e3o simples, e t\u00e3o poderosa. N\u00e3o era escrita desse jeito \u2013 ela nem sabia se nosso alfabeto a comportaria. Mas era clara em sua inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Salve-os, minha filha amada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo 8: por Marcelo Grisa Gabriela e Alex aproximaram-se em passos quase coreografados. Sincronizados em seus p\u00e9s, vieram at\u00e9 o asfalto da Rua Ipiranga, ficando a apenas tr\u00eas passos um do outro. Nesse ponto, algo brilhava com um calor estranho no peito da mo\u00e7a: era o medalh\u00e3o. Entretanto, ela n\u00e3o conseguia se importar. Importavam, sim, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8709,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8708"}],"collection":[{"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8708\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}