{"id":7871,"date":"2017-06-16T11:03:13","date_gmt":"2017-06-16T14:03:13","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=7871"},"modified":"2017-06-16T11:03:13","modified_gmt":"2017-06-16T14:03:13","slug":"quem-sao-os-indigenas-que-vendem-artesanato-no-centro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2017\/06\/16\/quem-sao-os-indigenas-que-vendem-artesanato-no-centro\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os ind\u00edgenas que vendem artesanato no Centro?"},"content":{"rendered":"<h6><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-7873\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/MONIQUE-MENDES-fotojornalista-timoneiro-10-1024x691.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"691\" \/><\/h6>\n<h6>SIMONE DUTRA*<\/h6>\n<p>Quem passa pelos centros das capitais de todo o pa\u00eds, encontra comumente entre o agito de centenas de transeuntes e a arquitetura comercial a presen\u00e7a dos ind\u00edgenas que buscam os n\u00facleos urbanos para a venda de artesanato. Em Canoas, isto n\u00e3o \u00e9 diferente. Um grupo de \u00edndios guaranis decora semanalmente as cal\u00e7adas da cidade com seus balaios e pe\u00e7as confeccionadas de madeira.<\/p>\n<p>A artes\u00e3 Santa, 45 anos, \u00e9 uma destas conhecidas personagens. Ao lado de dois dos quatro filhos menores de idade, entre eles um beb\u00ea de cinco\u00a0meses, ela conta que apesar das condi\u00e7\u00f5es aparentemente prec\u00e1rias de trabalho, gosta da rotina. Quando questionada a respeito da possibilidade de um aux\u00edlio dos munic\u00edpios, a \u00edndia diz que n\u00e3o se sente desamparada e tampouco espera ajuda de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Com dificuldade para se comunicar em portugu\u00eas e bastante t\u00edmida, ela sorriu ao falar sobre a aldeia em que vive com outras fam\u00edlias na Barra do Ribeiro, a cerca de 69 km de Canoas, trajeto que faz a p\u00e9 e de trem.<br \/>\nAtualmente \u00e0 margem da sociedade moderna, Santa \u00e9 um exemplo de resist\u00eancia e da dedica\u00e7\u00e3o de um povo que se recusa a ser ignorado.<\/p>\n<h6>Vida na aldeia<\/h6>\n<p>Na Barra do Ribeiro as tarefas s\u00e3o divididas. L\u00e1 as fam\u00edlias plantam aipim e milho, al\u00e9m da atividade de pesca para alimenta\u00e7\u00e3o. Os homens da tribo, segundo ela, v\u00e3o para os briques de Porto Alegre, tentar comercializar os artefatos produzidos pela comunidade.<\/p>\n<h6>Os guaranis<\/h6>\n<p>Os ind\u00edgenas guaranis viviam nas terras onde hoje \u00e9 o Rio Grande do Sul antes ainda da chegada dos europeus, e povoavam o litoral e a parte central at\u00e9 a fronteira com a Argentina. Ainda que pioneiros de algumas regi\u00f5es, a invers\u00e3o de papeis ganhou muita for\u00e7a por conta do poder econ\u00f4mico de quem chegava e fazia col\u00f4nia, e facilmente eles se tornaram visitantes de sua pr\u00f3pria terra.<br \/>\nSegundo a \u00faltima pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), os cerca de 900 mil \u00edndios existentes, urbanos ou do campo, fazem do Brasil um dos pa\u00edses com maior diversidade sociocultural do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SIMONE DUTRA* Quem passa pelos centros das capitais de todo o pa\u00eds, encontra comumente entre o agito de centenas de transeuntes e a arquitetura comercial a presen\u00e7a dos ind\u00edgenas que buscam os n\u00facleos urbanos para a venda de artesanato. Em Canoas, isto n\u00e3o \u00e9 diferente. 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