{"id":7432,"date":"2017-05-12T11:11:46","date_gmt":"2017-05-12T14:11:46","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=7432"},"modified":"2017-05-12T11:11:46","modified_gmt":"2017-05-12T14:11:46","slug":"historias-cruzadas-mulher-assassinada-era-inocente-ou-culpada-6","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2017\/05\/12\/historias-cruzadas-mulher-assassinada-era-inocente-ou-culpada-6\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias Cruzadas: A mulher assassinada era inocente ou culpada?"},"content":{"rendered":"<h3>Cap\u00edtulo 5 (Continua\u00e7\u00e3o):<br \/>\npor Miguel dos Anjos<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/foto-folhetim1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7433\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/foto-folhetim1.jpg\" alt=\"foto folhetim\" width=\"620\" height=\"465\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com esfor\u00e7o, o velho homem observador da misteriosa janela busca fotos antigas em meio a coisas aleat\u00f3rias, em uma gaveta empoeirada no seu quarto. Ele desconfia de que conhece o homem da casa vizinha. L\u00e1 estava uma crian\u00e7a com olhar tristonho, muito parecido com o rapaz que agora estava desaparecido de sua rotina, estampado em diversas fotos em festas do bairro, acompanhado da j\u00e1 falecida Maria. Ele a conhecia. Com a foto na m\u00e3o, ele volta a espiar a janela, que agora segue fechada. Cada vez mais intrigado, resolve procurar pela mulher que noutro dia lhe bateu \u00e0 porta em busca de uma escova.<\/p>\n<p>Atravessou a rua &#8211; vazia em fun\u00e7\u00e3o do feriado &#8211; sob chuva fina, e um c\u00e3o lhe cheirou os p\u00e9s, seguindo direto para o outro lado da via. Na casa da frente, provavelmente os patr\u00f5es da mulher n\u00e3o gostariam daquela abordagem. \u00c0 espreita, esperou a mulher surgir no p\u00e1tio da casinha de tr\u00e1s por quase meia hora.<\/p>\n<p>De testa franzida, ela veio a contragosto encontrar o velho que parecia aflito em lhe falar. Pressentindo algo urgente, lhe mandou entrar. Recebendo-o em sua humilde casa, ela foi direto ao ponto: &#8211; Certo&#8230; qual seu interesse na casa da frente? Ele engoliu a \u00e1gua de uma vez s\u00f3 e lhe contou sobre sua preocupa\u00e7\u00e3o com o desaparecimento do casal vizinho. Sem que ela falasse qualquer coisa, lhe mostrou a foto de um garoto que julgava ser um deles. A mulher, ap\u00f3s ajustar os \u00f3culos na face, disse que havia conhecido sua m\u00e3e, Maria, falecida h\u00e1 dois anos. Agora sentada, ela relatou que j\u00e1 havia ouvido muitas hist\u00f3rias desagrad\u00e1veis a respeito do menino da foto, um adolescente problem\u00e1tico, que agora morava com a nova esposa no apartamento que havia sido de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea sabe onde eles podem estar agora? Perguntou o senhor nervoso. &#8211; Voc\u00ea v\u00ea muitas coisas por aqui&#8230;<br \/>\n&#8211; N\u00e3o fico espiando a vida dos outros, voc\u00ea sabe. Mas fiquei sabendo que sua esposa estava muito doente.<\/p>\n<p>At\u00f4nito, ele volta pra casa e, em um papel, monta um quebra-cabe\u00e7as com todos os dados que colhera at\u00e9 o momento. Estava certo de que havia uma liga\u00e7\u00e3o entre o sentimento desconfort\u00e1vel \u00e0queles olhos inquietos do garoto da foto, o homem envolvido em confus\u00f5es, citado pela faxineira, e o sumi\u00e7o do casal.<\/p>\n<p>Fez plant\u00e3o na sala \u00e0 espera de novidades. De certo modo, sentia-se contente com aquela situa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, batidas na porta o despertaram \u00e0s 7h18min da manh\u00e3. Era a pol\u00edcia e tinha perguntas a lhe fazer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cap\u00edtulo 5 (Continua\u00e7\u00e3o): por Miguel dos Anjos Com esfor\u00e7o, o velho homem observador da misteriosa janela busca fotos antigas em meio a coisas aleat\u00f3rias, em uma gaveta empoeirada no seu quarto. Ele desconfia de que conhece o homem da casa vizinha. 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