{"id":6177,"date":"2017-01-13T10:34:32","date_gmt":"2017-01-13T12:34:32","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=6177"},"modified":"2017-01-13T10:34:32","modified_gmt":"2017-01-13T12:34:32","slug":"seis-meses-de-espera-por-uma-cirurgia-de-vesicula-pelo-sus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2017\/01\/13\/seis-meses-de-espera-por-uma-cirurgia-de-vesicula-pelo-sus\/","title":{"rendered":"Seis meses de espera por uma cirurgia de ves\u00edcula pelo SUS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/logo.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5628\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/logo.jpg\" alt=\"logo\" width=\"960\" height=\"960\" \/><\/a>H\u00e1 tr\u00eas meses a vida de Gisele Duarte mudou drasticamente. Uma s\u00e9rie de crises, desencadeadas por uma obstru\u00e7\u00e3o no canal da ves\u00edcula, fez com que ela procurasse atendimento na rede de sa\u00fade de Canoas. At\u00e9 agora o problema n\u00e3o foi resolvido.<\/p>\n<p>A primeira tentativa de Gisele em busca de atendimento foi na UPA Rio Branco. No local, foi diagnosticada gastrite, e foram prescritos apenas rem\u00e9dios para dor. Segundo Gisele, ap\u00f3s duas semanas, ela n\u00e3o aguentava mais as dores e buscou atendimento novamente, mas dessa vez em uma institui\u00e7\u00e3o particular. L\u00e1, foi diagnosticado que ela tem pedras na ves\u00edcula e in\u00edcio de pancreatite. Em 1\u00b0 de dezembro de 2016, Gisele encaminhou pedido de cirurgia para retirada das pedras da ves\u00edcula e foi informada que a lista de espera demoraria aproximadamente 2 anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 23 de dezembro, ap\u00f3s ter uma forte crise, ela foi at\u00e9 o HPSC, onde ficou internada. A paciente foi transferida ao HU j\u00e1 com pancreatite aguda. No local, prometeram acelerar o tempo de espera devido \u00e0 gravidade constatada no caso. Gisele conta que ficou na Ulbra at\u00e9 26 de dezembro, quando recebeu alta cl\u00ednica, &#8220;afirmaram que eu n\u00e3o tinha mais pancreatite e que podia voltar pra casa. Disseram que na pr\u00f3xima crise devia ir de volta ao HPSC&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Dia 30, outra crise. Dessa vez, Gisele foi at\u00e9 o Hospital Concei\u00e7\u00e3o, em Porto Alegre. L\u00e1, realizou exame que mostrou n\u00edvel baixo de pancreatite e foi mandada de volta para casa. Dia 31, passou mal novamente e foi at\u00e9 a Santa Casa. Tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu atendimento e voltou para Canoas, no HPSC. &#8220;Me disseram que eu n\u00e3o sairia dali at\u00e9 realizar a cirurgia&#8221; conta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s realizar novos exames, no dia 6 de janeiro, o corpo cl\u00ednico do HPSC informou que n\u00e3o foi constatada nenhuma obstru\u00e7\u00e3o no canal da ves\u00edcula e, segundo Gisele, sem realizar novos exames de sangue que poderiam constatar a continuidade da pancreatite, foi liberada.<\/p>\n<p>Dia 10 de janeiro, Gisele foi at\u00e9 o HU, levou todos os exames realizados at\u00e9 o momento para tentar novamente a marca\u00e7\u00e3o da cirurgia. &#8220;No m\u00ednimo 6 meses de espera na fila para uma cirurgia&#8221;, relata.<br \/>\nGisele conta que desde o in\u00edcio das complica\u00e7\u00f5es faz dieta rigorosa, e mesmo assim continua tendo crises: &#8220;N\u00e3o consigo trabalhar, n\u00e3o consigo fazer nada. O que vai ser da minha vida?&#8221;<\/p>\n<h3>O que diz a prefeitura<\/h3>\n<p>Em nota, a Secret\u00e1ria de Sa\u00fade, Rosa Maria Groenwald, se pronunciou sobre o caso: &#8220;Recebemos a gest\u00e3o municipal com uma demanda reprimida de 8,5 mil cirurgias especializadas, 47 mil consultas e 66 mil exames. Entendemos que a Gisele esteja passando por um momento de espera dif\u00edcil, mas n\u00f3s estamos trabalhando arduamente, de todas as formas poss\u00edveis, para dar conta de todos os procedimento em compasso de espera. Tamb\u00e9m estamos organizando a realiza\u00e7\u00e3o de mutir\u00f5es da sa\u00fade para tentar resolver boa parte da demanda por cirurgias simples, como a da Gisele.&#8221; Questionada sobre prazos, a secret\u00e1ria informa que: &#8220;Por enquanto n\u00e3o vamos nos comprometer com prazos. A Secretaria da Sa\u00fade est\u00e1 trabalhando para que a cirurgia da Gisele, assim como a de todos os pacientes que est\u00e3o na fila aguardando, ocorra o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<h3>O que diz o Gamp<\/h3>\n<p>Em nota, a entidade informa que &#8220;ao assumir h\u00e1 42 dias, o Gamp encontrou lista de espera de\u00a0 aproximadamente 3100 cirurgias gerais. O Gamp e a Secretaria Municipal de Sa\u00fade est\u00e3o finalizando planejamento para a efetiva\u00e7\u00e3o de mutir\u00e3o de cirurgias gerais, visando a significativa redu\u00e7\u00e3o deste n\u00famero. O mutir\u00e3o est\u00e1 previsto para iniciar ainda este m\u00eas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 tr\u00eas meses a vida de Gisele Duarte mudou drasticamente. Uma s\u00e9rie de crises, desencadeadas por uma obstru\u00e7\u00e3o no canal da ves\u00edcula, fez com que ela procurasse atendimento na rede de sa\u00fade de Canoas. 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