{"id":4805,"date":"2016-08-17T18:38:45","date_gmt":"2016-08-17T21:38:45","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=4805"},"modified":"2016-08-17T18:38:45","modified_gmt":"2016-08-17T21:38:45","slug":"opiniao-e-mais-do-que-esporte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2016\/08\/17\/opiniao-e-mais-do-que-esporte\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: \u00c9 mais do que esporte"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sem-t\u00edtulo.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-4807\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Sem-t\u00edtulo.jpg\" alt=\"Sem t\u00edtulo\" width=\"495\" height=\"392\" \/><\/a><br \/>\nEu nasci no in\u00edcio dos anos 80, e naquela \u00e9poca s\u00f3 existia a sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol masculina. Existia muito respeito quando eles entravam em campo. N\u00f3s nos emocion\u00e1vamos. Eu vivi isso, por anos, e fui muito feliz, pois sempre amei futebol.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000, recordo de a emissora Bandeirantes (apenas ela) passar jogos de campeonatos de futebol jogados por mulheres. Essas discriminadas, ridicularizadas. Que mal recebiam para tal, e tinham seus empregos \u201cde verdade\u201d fora dos campos. Recordo-me de acordar de madrugada para assistir aos jogos. Era uma emo\u00e7\u00e3o para mim. Para o resto era uma piada.<br \/>\nPassaram-se os anos e eu pude entender o porqu\u00ea tudo era t\u00e3o fraco, pobre e triste. N\u00e3o existia investimento naquelas atletas. Al\u00e9m de chacoteadas, a maioria era pobre e sofria o preconceito por jogarem um esporte que no Brasil era considerado de homem.<br \/>\nTer\u00e7a-feira, dia 16, ap\u00f3s muito assistir diversas derrotas da sele\u00e7\u00e3o feminina de futebol, provenientes de uma falta de apoio, seja psicol\u00f3gica, seja financeira, seja de valoriza\u00e7\u00e3o, seja por falta de incentivo, seja por ser a piada pronta e cansativa de sempre, eu vi um est\u00e1dio lotado gritando Brasil como se fosse para a sele\u00e7\u00e3o masculina. Era para ser natural, mas n\u00e3o para mim; n\u00e3o para aquelas mulheres; n\u00e3o para o futebol feminino.<\/p>\n<p>Destaques nas redes sociais, nas emissoras, na fila do p\u00e3o. Era a vez delas.\u00a0Mas n\u00e3o, n\u00e3o foi. Tinha tudo. Mas n\u00e3o. Tinha time, apoio, torcida, est\u00e1dio cheio. Mas n\u00e3o. Tinha a melhor do mundo. Mas n\u00e3o, gente! Porque n\u00e3o adianta apoiar s\u00f3 um dia ou quando \u00e9 para ganhar ouro. N\u00e3o s\u00f3 de vez em quando. N\u00e3o. \u00c9 preciso respeito todos os dias a todos os atletas, mas n\u00e3o s\u00f3 para os de futebol.<br \/>\nInfelizmente, a olimp\u00edada em que as mulheres estavam sendo protagonistas, ganhando espa\u00e7o na m\u00eddia, medalhas e import\u00e2ncia, perdeu um grupo de mulheres que lutava por muito mais do que uma medalha. Lutava contra o machismo, o preconceito, a homofobia, a misoginia.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 futebol. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esporte. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 \u201cuma olimp\u00edada\u201d. \u00c9 muito, muito mais do que isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu nasci no in\u00edcio dos anos 80, e naquela \u00e9poca s\u00f3 existia a sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol masculina. Existia muito respeito quando eles entravam em campo. N\u00f3s nos emocion\u00e1vamos. Eu vivi isso, por anos, e fui muito feliz, pois sempre amei futebol. 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