{"id":3897,"date":"2016-05-20T10:10:47","date_gmt":"2016-05-20T13:10:47","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=3897"},"modified":"2016-05-20T10:10:47","modified_gmt":"2016-05-20T13:10:47","slug":"secundaristas-ocupam-colegio-marechal-rondon","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2016\/05\/20\/secundaristas-ocupam-colegio-marechal-rondon\/","title":{"rendered":"Secundaristas ocupam Col\u00e9gio Marechal Rondon"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/DSC0260.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-3898\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/DSC0260-1024x683.jpg\" alt=\"Col\u00e9gio Marechal Rondon  foi ocupado por estudantes na quarta-feira, 18. Foto: Bruno Lara\/OT\" width=\"619\" height=\"413\" \/><\/a> Col\u00e9gio Marechal Rondon foi ocupado por estudantes na quarta-feira, 18. Foto: Bruno Lara\/OT[\/caption]<\/p>\n<p>Na noite da quarta-feira, 18, os estudantes secundaristas do Col\u00e9gio Marechal Rondon, localizado no bairro de mesmo nome, entenderam que o melhor seria ocupar a escola em apoio aos professores e para pedir melhorias estruturais na institui\u00e7\u00e3o. Em uma assembleia realizada na tarde da quinta-feira, 19, a decis\u00e3o foi oficializada.<\/p>\n<p>Para Daniela Callegari Hertzog, de 18 anos, que est\u00e1 cursando o terceiro ano do ensino m\u00e9dio, os motivos para a ocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o muitos. \u201cTem v\u00e1rias pautas. Tem a PL 44, que \u00e9 da privatiza\u00e7\u00e3o das escolas; tem a PL da merenda do Rio Grande do Sul, tem os atrasos no sal\u00e1rio dos professores, da merenda. Coisa muito importante que algumas pessoas acham que n\u00e3o \u00e9 importante\u201d, afirma.<\/p>\n<p>J\u00e1 Carlos Silvestrin, de 18 anos, tamb\u00e9m aluno do terceiro ano, acredita que a atitude visa criar uma nova sociedade. \u201cA gente tem que criar uma nova sociedade, com novo pensamento, para ter novos pol\u00edticos, para ter novas pessoas pensando diferente para ajudar a popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o com um pensamento de s\u00f3 enriquecer a custa dos outros\u201d, pontua afirmando que a a\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o tem a ver com partido pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<h3>Estrutura<\/h3>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o dos alunos \u00e9 mostrar que a ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sendo feita por arrua\u00e7a. A estudante do segundo ano Mayna Solano, de 16 anos, lembra que o ponto essencial \u00e9 os problemas da institui\u00e7\u00e3o. \u201cA gente est\u00e1 fazendo um tour pelo Col\u00e9gio, vendo cada coisa que est\u00e1 estragada. A gente cansou de, fazendo esse tour, achar ma\u00e7anetas de portas que n\u00e3o fecham porque os alunos arrancaram. Os ventiladores est\u00e3o riscados. Pessoas que tem a capacidade de subir em cima de uma classe para escrever no teto de uma sala de aula. Tirar os azulejos da parede e ficar s\u00f3 o cimento puro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o mesmo pensamento de Ana Luiza, de 17 anos, que cursa o segundo ano. \u201cOs banheiros est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias n\u00e3o s\u00f3 por verbas que n\u00e3o est\u00e3o sendo repassadas desde outubro, mas por depreda\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios alunos. Eles entopem os banheiros, eles arrancam coisas da parede e colocam em um vaso dando descargas at\u00e9 entupir\u201d, contou.<\/p>\n<p>Segundo ela, a ocupa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 por tempo indeterminado. \u201cMesmo que os professores voltem da greve, a gente n\u00e3o vai sair at\u00e9 sermos ouvidos. A gente quer conscientizar ele (aluno) que ele est\u00e1 usando o espa\u00e7o p\u00fablico e que tem a responsabilidade pelas outras pessoas que v\u00e3o conviver juntos. Vamos continuar em greve e sem deixar de estudar. A nossa luta \u00e9 por uma educa\u00e7\u00e3o melhor. A gente n\u00e3o pode fazer isso sem estar estudando\u201d, pontua. \u201cQuando a gente chegou aqui a escola estava de um jeito. Para a sociedade n\u00e3o dizer que a gente chegou aqui para fazer baderna, a gente vai entregar a escola melhor do que a gente pegou\u201d, complementa Carlos.<\/p>\n<h3>Apoio docente<\/h3>\n<p>O professor Robson da Rosa Soares, de 27 anos, leciona hist\u00f3ria h\u00e1 dois anos na rede. Em sua opini\u00e3o, o que ocorre no Brasil deve mudar o futuro. \u201cEu vejo como um divisor de \u00e1guas que mostra como o aluno tem poder de interferir na escola. O protagonista da escola \u00e9 o pr\u00f3prio aluno. E, no momento que eles tomam essa posi\u00e7\u00e3o, da ocupa\u00e7\u00e3o da escola, eles reconhecem que tem o poder diariamente. A ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 agora, no momento da greve dos professores, mas que ela seja todos os dias. Que eles tenham a palavra e a atitude de fazer a escola\u201d, afirmou o professor.<\/p>\n<p>A presidente do Gr\u00eamio Estudantil da escola, Suy\u00e1 Monteiro, de 16 anos, aluna do segundo ano, entende que a ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de conquistar as melhorias. \u201cA educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito prec\u00e1ria, est\u00e3o sucateando nossa educa\u00e7\u00e3o. A gente quer apoiar os professores nesta causa e, ocupando a escola, a gente acredita que mais a gente toma for\u00e7a e consegue conquistar os nossos objetivos\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Col\u00e9gio Marechal Rondon foi ocupado por estudantes na quarta-feira, 18. 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