{"id":2859,"date":"2016-02-21T17:39:52","date_gmt":"2016-02-21T20:39:52","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=2859"},"modified":"2016-02-21T17:39:52","modified_gmt":"2016-02-21T20:39:52","slug":"opiniao-o-que-ocorre-com-os-professores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2016\/02\/21\/opiniao-o-que-ocorre-com-os-professores\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: O que ocorre com os professores"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/AsOk-wFnKumlfJqQOp_S3eNusWFMi4ZKAOXeCiY_91ke.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-2860\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/AsOk-wFnKumlfJqQOp_S3eNusWFMi4ZKAOXeCiY_91ke.jpg\" alt=\"AsOk-wFnKumlfJqQOp_S3eNusWFMi4ZKAOXeCiY_91ke\" width=\"795\" height=\"629\" \/><\/a><\/p>\n<p>Comecei a assistir a t\u00e3o comentada s\u00e9rie Breaking Bad. Uma fic\u00e7\u00e3o realista. Um professor lavava o carro de um aluno. E isto parece cada vez mais poss\u00edvel e corriqueiro de acontecer, sobretudo no ensino m\u00e9dio, como \u00e9 o caso do personagem Walter White, vivido pelo gigante do cinema Bryan Cranston. Embora tenha estreado em 2008 e j\u00e1 vivido cinco temporadas de sucesso, sendo o \u00faltimo epis\u00f3dio em 2013, a s\u00e9ria do canal americano AMC que se passa em Albuquerque, no Novo M\u00e9xico, ainda conquista f\u00e3s pela realidade en\u00e9rgica dos acontecimentos.<\/p>\n<p>Dizer para um aluno que este n\u00e3o chegar\u00e1 a lugar nenhum sem estudo \u00e9 motivo de riso dentro das salas de aula do pa\u00eds. Bem pelo contr\u00e1rio. Estudar demais parece n\u00e3o dar resultado e levar muito dinheiro embora. Veja o exemplo dos professores. Uma classe essencial para a forma\u00e7\u00e3o da sociedade, mas, mesmo assim, por ela desqualificada. Um profissional que trabalha muito, atura desaforos dos alunos que povoam as salas superlotadas, precisa de tempo para o planejamento de aulas e corre\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es, mas que recebe um sal\u00e1rio mediano, muitas vezes menor do que aqueles em empregos tempor\u00e1rios que sentam para ouvir a sua aula.<\/p>\n<p>A Argentina do rec\u00e9m-empossado Maur\u00edcio Macri, queridinho da direita brasileira, tomou uma atitude radical ao tomar ci\u00eancia de que as centrais sindicais dos professores queriam boicotar a volta \u00e0s aulas em 2016. Aumentou o m\u00ednimo nacional a ser pago para o corpo docente de todo o pa\u00eds em 29% no in\u00edcio do ano letivo, que na Argentina come\u00e7a em mar\u00e7o, e um aumento de 40% a partir de julho. Isso significa que nenhum professor deve ganhar menos de 8.500 pesos, ou seja, R$ 2.319,00. Hoje alguns recebem em torno de R$ 1.670,00.<\/p>\n<p>A atitude \u00e9 simb\u00f3lica, muito em fun\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o substancialmente maior do que a que j\u00e1 assusta os brasileiros atualmente. N\u00e3o \u00e9 uma garantia, embora isso sim seja esdr\u00faxulo, de que o governo realmente ir\u00e1 pagar acima do piso. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, querid\u00e3o da esquerda ga\u00facha, fez o mesmo e at\u00e9 hoje n\u00e3o pagou.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 curiosa e n\u00e3o fecha. O Brasil investe 6% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com educa\u00e7\u00e3o. Pa\u00edses refer\u00eancia na \u00e1rea como Estados Unidos (4,7%), Chile (3,1%) e Singapura (3,1%), gastam menos, alguns quase a metade disso. Aqui, por\u00e9m, os alunos tiram notas inferiores em todas as avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O professor brasileiro, em in\u00edcio de carreira, ganha cerca de UU$ 12 mil ao ano. As escolas, em geral, s\u00e3o mal cuidadas e n\u00e3o oferecem, nem de longe, o necess\u00e1rio para o aprendizado pleno dos alunos. O pa\u00eds gasta em torno de UU$ 3,4 mil d\u00f3lares para cada estudante matriculado na rede p\u00fablica. Os materiais escolares, n\u00e3o fora do balaio, t\u00eam em m\u00e9dia al\u00edquotas de tributos superiores a 40%, o que \u00e9 bem consider\u00e1vel da \u00f3tima da economia. A quest\u00e3o que n\u00e3o quer calar \u00e9: Onde estamos errando?<\/p>\n<p>Uma quantidade interessante de recurso e energia est\u00e1 sendo investida na educa\u00e7\u00e3o. Os professores n\u00e3o ganham pouco se comparados aos demais pa\u00edses refer\u00eancia. A resposta parece n\u00e3o vir do contracheque, mas da cultura. Enquanto m\u00e3es agredirem professores dentro da sala de aula e o docente for punido, enquanto os alunos continuarem tratando-os em sala com o mesmo desrespeito que tratam os pais em casa, enquanto o problema for sempre os profissionais e n\u00e3o a comunidade a sua volta, os professores continuar\u00e3o desmotivados, desgostosos e sem o protagonismo necess\u00e1rio para ser um exemplo positivo para as crian\u00e7as que assistem a suas aulas.<\/p>\n<p>Como dizem os mais antigos, em toda a sua sabedoria, na escola se ensina as disciplinas, a viv\u00eancia em comunidade, mas a educa\u00e7\u00e3o vem de casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Comecei a assistir a t\u00e3o comentada s\u00e9rie Breaking Bad. Uma fic\u00e7\u00e3o realista. Um professor lavava o carro de um aluno. 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