{"id":2776,"date":"2016-02-15T20:04:51","date_gmt":"2016-02-15T22:04:51","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=2776"},"modified":"2016-02-15T20:04:51","modified_gmt":"2016-02-15T22:04:51","slug":"opiniao-por-uma-internet-sem-cadaveres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2016\/02\/15\/opiniao-por-uma-internet-sem-cadaveres\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Por uma Internet sem cad\u00e1veres"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/EMERSON040216.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2777\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/EMERSON040216-1024x810.jpg\" alt=\"EMERSON040216\" width=\"1024\" height=\"810\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembro que quando o Facebook ganhou for\u00e7a no Brasil, muitas pessoas reclamavam do excesso de imagens de animais feridos ou mortos. &#8220;Quem postar foto de bicho morto eu vou excluir&#8221;, diziam milhares de usu\u00e1rios, sem imaginar que a coisa pioraria muito nos anos seguintes. Agora vemos gente morta o tempo todo, tanto em grupos quanto compartilhadas publicamente nas <em>timelines<\/em>.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de n\u00e3o existir freio e nem c\u00f3digo de \u00e9tica\u00a0nas redes sociais. O Facebook e o Whatsapp s\u00e3o apenas ferramentas que exp\u00f5em a falta de \u00e9tica de quem vaza fotos de cad\u00e1veres, sem o m\u00ednimo respeito com a v\u00edtima ou com a sua fam\u00edlia, e tamb\u00e9m de quem curte, comenta e compartilha este tipo de atrocidade.<\/p>\n<p>Em 2012 milhares de canoenses ficaram chocados quando fotos de cabe\u00e7as decepadas de gatos foram expostas por alunos do Col\u00e9gio Conc\u00f3rdia no Facebook. \u00a0Vejo hoje algumas das mesmas pessoas que se sentiram ultrajadas pelas imagens dos animais mortos publicando em grupos como o Fala, Canoas ou o Mathias Velho &#8211; Pol\u00edcia 24 Horas imagens de canoenses mortos a tiros, a facadas, e de formas ainda mais b\u00e1rbaras. Cad\u00e1veres dilacerados de seres humanos passaram a ser considerados normais pelos mesmos que se horrorizavam com imagens de animais mortos. Ser\u00e1 que estamos vendo o que sobrava da \u00e9tica da sociedade escorrendo pelo ralo?\u00a0Infelizmente, na minha opini\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o caso. A vontade de ver o semelhante reduzido a restos \u00e9 muito mais antiga do que o s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>Quem viveu a d\u00e9cada de 1990 e n\u00e3o lembra das imagens dos corpos dos Mamonas Assassinas que a revista Manchete publicou de forma irrespons\u00e1vel? Na \u00e9poca estas imagens acabaram sendo reproduzidas de forma pirata e eram vendidas em camel\u00f4s. No entanto, a rede social permitiu a potencializa\u00e7\u00e3o desta vontade. Agora n\u00e3o \u00e9 mais s\u00f3 a foto do \u00eddolo morto que as pessoas querem ver, elas est\u00e3o viciando em ver os restos do traficante, do policial, do vizinho, do pai de fam\u00edlia&#8230; qualquer um, desde que esteja bastante dilacerado.<\/p>\n<p>Tor\u00e7o por uma Internet sem\u00a0cad\u00e1veres, sejam eles de bicho, de gente, de mocinho ou de bandido. Sei que as pr\u00f3prias redes sociais podem apurar os filtros e que, em breve, estas atrocidades podem ser banidas de alguma forma. Mas o que eu queria mesmo era que o bom senso imperasse e que as pessoas preferissem novamente cuidar dos vivos e deixassem os mortos e suas fam\u00edlias em paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Lembro que quando o Facebook ganhou for\u00e7a no Brasil, muitas pessoas reclamavam do excesso de imagens de animais feridos ou mortos. &#8220;Quem postar foto de bicho morto eu vou excluir&#8221;, diziam milhares de usu\u00e1rios, sem imaginar que a coisa pioraria muito nos anos seguintes. 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