{"id":242,"date":"2015-05-29T09:15:14","date_gmt":"2015-05-29T12:15:14","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=242"},"modified":"2015-05-29T09:15:14","modified_gmt":"2015-05-29T12:15:14","slug":"comissao-processante-ouvira-testemunhas-e-vereador-celso-jancke-nesta-sexta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2015\/05\/29\/comissao-processante-ouvira-testemunhas-e-vereador-celso-jancke-nesta-sexta\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o Processante ouvir\u00e1 testemunhas e vereador Celso Jancke nesta sexta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na sexta-feira, 29, os trabalhos da Comiss\u00e3o Processante (CP) contra o vereador Celso Jancke (PP) ter\u00e3o in\u00edcio na C\u00e2mara dos Vereadores de Canoas. A partir das 9 horas, no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara, a CP realizar\u00e1 audi\u00eancia para ouvir as testemunhas do caso envolvendo den\u00fancias de reten\u00e7\u00e3o de parte dos vencimentos de assessores contra o vereador do Partido Progressista (PP). Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto para o mesmo dia o interrogat\u00f3rio do parlamentar.<br \/>\nCriada em 23 de abril, a comiss\u00e3o tem o prazo de 90 dias para apresentar suas conclus\u00f5es e apontar pela cassa\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do mandato de Jancke, embora a decis\u00e3o final seja do Plen\u00e1rio. Os trabalhos s\u00e3o conduzidos por tr\u00eas vereadores: Pedro Bueno, presidente, Ivo Lech (PMDB), relator, e Aloisio Bamberg (PPL). A Comiss\u00e3o foi instaurada em fun\u00e7\u00e3o de o legislador n\u00e3o se defender no Legislativo, levando em conta apenas o Judici\u00e1rio.<br \/>\nOs demais acusados do crime de concuss\u00e3o, Francisco da Mensagem (PSB) e Dr. Pompeu (PTB) tiveram as den\u00fancias consideradas insuficientes e, em fun\u00e7\u00e3o disto e de apresentarem defesa consistente, o Plen\u00e1rio julgou desnecess\u00e1ria a abertura de uma comiss\u00e3o processante visando \u00e0 cassa\u00e7\u00e3o do mandato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Den\u00fancias contra Jancke<\/strong><br \/>\nO caso foi deflagrado em 25 de agosto de 2014, quando uma a\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) que investigava a extors\u00e3o de Cargos em Confian\u00e7a (CC) prendeu o legislador. Segundo a investiga\u00e7\u00e3o do MP, os funcion\u00e1rios eram obrigados a fazer empr\u00e9stimos para entregar o dinheiro aos pol\u00edticos. Durante a opera\u00e7\u00e3o, o vereador saiu da Casa preso.<\/p>\n<div id=\"attachment_249\" style=\"width: 462px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Audi\u00eancia-0111.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-249\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-249\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Audi\u00eancia-0111-300x200.jpg\" alt=\"Celso Jancke PP em defesa na CPI das Sanguessugas\" width=\"452\" height=\"301\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-249\" class=\"wp-caption-text\">Celso Jancke PP<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confira trechos de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas obtidas pelo MP<\/strong><br \/>\nVereador Celso Jancke: eu acho que voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o entendendo que voc\u00eas s\u00e3o cargos meus. E quem manda nos cargos sou eu. E a\u00ed, eu dou uma ordem, uma determina\u00e7\u00e3o e a coisa n\u00e3o anda.<br \/>\nJancke: eu vou fazer com todos: 50%.<br \/>\nJancke: vamos supor, o l\u00edquido deu R$ 8 mil: R$ 4 mil. \u00c9 isso, sabe. O l\u00edquido deu R$ 5 mil: R$ 2,5 mil. D\u00e9cimo (d\u00e9cimo terceiro), um ter\u00e7o das f\u00e9rias, tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O parlamentar argumentou em sua defesa que tudo se trata de montagem.<br \/>\nO relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI), aprovado no dia 23 de abril, chegou \u00e0 vota\u00e7\u00e3o com 210 p\u00e1ginas escritas por C\u00e9sar Augusto Ribas (PRB). Em sua conclus\u00e3o, entende que uma Comiss\u00e3o Processante deveria ser instaurada contra Celso e que o arquivamento \u00e9 a medida mais salutar nos casos de Francisco e Pompeu.<br \/>\nNas primeiras doze p\u00e1ginas o documento traz as acusa\u00e7\u00f5es ao legislador em nome de Marcos Vinicius Pehl dos Santos, Priscila Bartzen Acosta, Barbara Anghioni Barbosa e Franklin Silva de Vargas. Os denunciantes afirmam que Jancke cobrava parte do sal\u00e1rio em troca da contrata\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia no cargo. Um mandato de busca e apreens\u00e3o na resid\u00eancia de Jancke apreendeu documentos, computador, chip de celular, entre outros bens. Destacou-se entre estes, um contrato de abertura de cr\u00e9dito pessoal consignado do Banrisul em nome de Priscila Bartzen Acosta e uma c\u00f3pia de contracheque de Anete Teixeira que, em conjunto com Vanderson Cardona Leites, Rodrigo Alves da Silva e Mercedes L\u00facia Carbonera, negaram a exist\u00eancia de repasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relembre o caso<\/strong><br \/>\nOs denunciantes afirmam que Jancke cobrava parte do sal\u00e1rio em troca da contrata\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia no cargo. Em seu depoimento, Marcos Vinicius afirmou que foi cobrado, ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do repasse mensal do sal\u00e1rio, que contra\u00edsse um empr\u00e9stimo no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) no valor de R$ 77.900,00 e repassasse, por meio de transfer\u00eancia ou dep\u00f3sito para a conta pessoal do vereador a quantia de R$ 51.100,00. Para a conta do filho, Matheus Jancke, a import\u00e2ncia de R$ 10.000,00 e R$ 10.800,00 para a conta de Terezinha Bierhals.<br \/>\nPriscila Bartzen afirmou que Celso, em acordo de vontades e em conjun\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os com Cl\u00e1udio Roberto Saldanha e Paulo Roberto Saldanha, exigia de forma continuada e sucessiva a vantagem indevida de parte do sal\u00e1rio da assessora em condi\u00e7\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia no cargo. N\u00e3o satisfeitos, exigiram um empr\u00e9stimo banc\u00e1rio no valor de R$ 20.000,00, tamb\u00e9m no Banrisul, que deveria ser repassado por meio de transfer\u00eancia.<br \/>\nBarbara Barbosa declarou que entre os meses de outubro de 2012 e janeiro de 2013, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es municipais, exigiu o repasse de parte do sal\u00e1rio pelo per\u00edodo pr\u00e9-definido de seis meses, antes de empossado vereador, mas em decorr\u00eancia do fato. Barbara tamb\u00e9m citou Cl\u00e1udio e Roberto Saldanha que, por sua vez, agiam sob as ordens de Jancke.<br \/>\nAl\u00e9m de que todos os servidores repassavam verbas pessoalmente, Mario Luis Azambuja alegou que existia uma funcion\u00e1ria fantasma no gabinete, de nome Daiana Silva de Oliveira Gon\u00e7alves que \u00e9 casada com Lindomar Gon\u00e7alves, sobrinho de Jancke. \u201cpega mil reais por m\u00eas e o restante \u00e9 todo dele\u201d, e que ela \u201cnunca apareceu no gabinete\u201d. Segundo ele, denunciou ao partido e \u201cn\u00e3o levaram para a frente a hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sexta-feira, 29, os trabalhos da Comiss\u00e3o Processante (CP) contra o vereador Celso Jancke (PP) ter\u00e3o in\u00edcio na C\u00e2mara dos Vereadores de Canoas. 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