{"id":2221,"date":"2015-12-28T16:37:02","date_gmt":"2015-12-28T18:37:02","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=2221"},"modified":"2015-12-28T16:37:02","modified_gmt":"2015-12-28T18:37:02","slug":"opiniao-roger-bitencourt-e-o-2016-que-faremos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2015\/12\/28\/opiniao-roger-bitencourt-e-o-2016-que-faremos\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Roger Bitencourt e o 2016 que faremos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/vanderleidutra28122015.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-2223\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/vanderleidutra28122015-1024x810.jpg\" alt=\"vanderleidutra28122015\" width=\"694\" height=\"548\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>por Vanderlei Dutra<\/em><\/p>\n<p>Estava pensando no assunto do artigo desta segunda-feira, quando recebi a confirma\u00e7\u00e3o da morte do jornalista Roger Bitencourt, atropelado por um motorista embriagado em Florian\u00f3polis enquanto pedalava, seu esporte favorito. Muitos canoenses conhecem seu irm\u00e3o, o jornalista e empres\u00e1rio Alexandre Bitencourt, um dos administradores das \u00d3ticas V\u00eanus, genro do propriet\u00e1rio Den\u00e9rio Neumann e casado com a Ellen, pai das g\u00eameas Fernanda e J\u00falia.<br \/>\nN\u00e3o conheci pessoalmente o Roger, mas convivi mais diretamente durante muitos anos com o Alexandre, principalmente em atividades profissionais. Durante estes anos, muitas vezes ouvi ele falar do seu irm\u00e3o, contar hist\u00f3rias dos dois juntos. Muitas vezes presenciei os dois falando ao telefone. Por tudo isso, o texto onde Alexandre fala do irm\u00e3o, reproduzido abaixo, me tocou forte. Me imaginei no seu lugar e senti sua dor.<br \/>\nMas, o que tem a ver a morte do Roger com o assunto que eu planejava para a coluna de hoje? \u00c9 que eu pensava na qualidade dos (des)governos que temos hoje, em todos os n\u00edveis: municipal, estadual e federal. Em uma de suas \u00faltimas postagens no Facebook, Roger disse que &#8220;Independente do Governo ou Congresso, n\u00f3s somos respons\u00e1veis pelo que vai ser 2016&#8221;. Exato.<br \/>\nSe dependermos somente dos governantes eleitos, na maioria pol\u00edticos carreiristas que s\u00f3 pensam justamente nas suas carreiras, devemos realmente nos preocupar. J\u00e1 demos responsabilidades e prioridades demais a eles quando os elegemos. Precisamos fazer a nossa parte.<br \/>\nTudo isto soa muito clich\u00ea, mas felizmente temos o exemplo do jornalista Roger que era, como descreveu Alexandre, pol\u00edtico e l\u00edder nato. Ele nos ensina que para fazer o bem, na pol\u00edtica, na fam\u00edlia ou no empresariado, n\u00e3o precisamos de voto, mas de devotamento. Devemos fazer bem &#8211; e pelo bem &#8211; tudo o que nos dispusermos.<br \/>\nN\u00e3o podemos esperar que os c\u00e9us e os governos nos d\u00eaem um bom ano novo, precisamos faz\u00ea-lo. E isso come\u00e7a em casa, no trabalho, na rua, nas rela\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas e \u00edntimas.<br \/>\nN\u00e3o podemos apenas esperar que os governos instalem pardais, fa\u00e7am blitze e inibam o \u00e1lcool ao volante. Precisamos dar o exemplo aos nossos filhos de que isto n\u00e3o deve nunca ser feito e deixar de enfatizar que se naquela noite n\u00e3o vamos beber \u00e9 porque podemos ser pegos na Lei Seca. Devemos mostrar que n\u00e3o se deve misturar \u00e1lcool e volante, independente da repress\u00e3o policial, porque simplesmente n\u00e3o \u00e9 o certo.<br \/>\nO ano novo, o mundo novo, ser\u00e1 feito por cada um, diariamente, nas suas reformas individuais. Isto tamb\u00e9m compreende a cobran\u00e7a dos governos, mas n\u00e3o s\u00f3. Podemos fazer mais e melhor, e temos que nos empenhar para isso.<br \/>\nO ano de 2015 termina estranho, com as trincheiras pol\u00edticas cheias de armas, os crimes aumentando, as not\u00edcias ruins saltando na tela do computador. Que possamos, realmente, dar uma virada nisto tudo e fazer um 2016 melhor.<br \/>\nAlexandre e fam\u00edlia, recebam os sentimentos e admira\u00e7\u00e3o de todos os amigos da reda\u00e7\u00e3o de O Timoneiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1453389_1218490414832718_8399305520916299518_n.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-2222 size-medium alignright\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/1453389_1218490414832718_8399305520916299518_n-225x300.jpg\" alt=\"1453389_1218490414832718_8399305520916299518_n\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Que linhas tortas s\u00e3o essas meu Deus. Que dor \u00e9 essa que aparece nesta reta da SC-401. Numa ciclovia, um b\u00eabado que arranca parte da gente.<\/em><br \/>\n<em> Ele era o cara, n\u00e3o o da Pedra da Joaquina, o pr\u00f3prio ia brincar respondendo assim. Mas meu irm\u00e3o era o cara de verdade. Um pol\u00edtico nato, sem jamais ter mandato, nunca precisou, pois sua arte era articular para o bem. Pol\u00edtico, pois circulava por todos os meios e espa\u00e7os que a sociedade tem. Tinha o dom da articula\u00e7\u00e3o. Um mestre, sim, um mestre. Pouco que se convivia com ele, muito j\u00e1 se aprendia.<\/em><br \/>\n<em> N\u00e3o havia como n\u00e3o aprender com ele. Estava sempre \u00e0 frente. Jogo de perguntas de conhecimento, com o R\u00f3ger n\u00e3o, ele acertava sempre tudo.<\/em><br \/>\n<em> Juro q pensei que ele havia sido abdusido. Nunca, jamais conheci, algu\u00e9m com tamanha dedica\u00e7\u00e3o nas coisas que ia fazer. Para o R\u00f3ger n\u00e3o tinha amistoso. Entrar em campo para ele era ser o melhor, em tudo.<\/em><br \/>\n<em> Um ga\u00facho que adotou Santa Catarina. Se dizia manezinho com orgulho. E os catarinenses sentiram isso. R\u00f3ger era verdadeiro, fant\u00e1stica qualidade. Deram a ele o merecido t\u00edtulo de cidad\u00e3o Florianopolitano!<\/em><br \/>\n<em> Linhas tortas essa meu Deus.<\/em><br \/>\n<em> Infelizmente Floripa perdeu sua Magia.<\/em><br \/>\n<em> O porto seguro dos amigos, de qualquer lugar desse Brasil que chegassem a ilha, foi arrancado, atropelado e destru\u00eddo. O homem de ferro foi atingido pelas costas, de forma covarde, sem poder se defender. Sim, um b\u00eabado, um drogado, roubou a magia da ilha! Como chegar no Herc\u00edlio Luz e saber que um dos filhos mais ilustres da cidade j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais ali! N\u00e3o sei, n\u00e3o sei.<\/em><br \/>\n<em> O jornalista que aportou na cidade, fez carreira, hist\u00f3ria, sucesso e sobretudo milhares de amigos. Sim, foram 49 anos de vida intensa. A ilha que o acolheu, o levou. Mas oportunizou construir seus sonhos.<\/em><br \/>\n<em> O trainee da RBS virou gente grande. Rep\u00f3rter, editor, chefe. Sua dedica\u00e7\u00e3o sempre o al\u00e7ava aos patamares mais altos. Foi assim tamb\u00e9m na RBS TV.<\/em><br \/>\n<em> Mas adorava pol\u00edtica. E sempre com sonho de construir, fazer uma Santa Catarina melhor, mais pr\u00f3spera, trabalhou para uma candidatura vencedora ao Governo do Estado. Exitosa. Quem passa por Santa Catarina nem sonha o quanto foi feito naquele per\u00edodo de 94 a 98. Muito, mais do que voc\u00ea acaba de pensar.<\/em><br \/>\n<em> Mas ele n\u00e3o parava. Sempre intenso. Abriu a F\u00e1brica de Comunica\u00e7\u00e3o. Uma das mais respeitadas Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Brasil. Hoje inclusive com escrit\u00f3rio em Mil\u00e3o, na It\u00e1lia.<\/em><br \/>\n<em> Neste caminho encontrou sua cara metade, sua companheira, amante, amor Karin Verzbickas. Junto recebeu filhos maravilhosos o Guto e a Fe. Mais tarde chegaria a pequena Sofia. Cara do pai, cabelo da m\u00e3e.<\/em><br \/>\n<em> A casa, em Jurer\u00ea, foi feita para receber amigos. Sim, atr\u00e1s do l\u00edder, do cara decidido e de pulso firme, tinha uma pessoa que s\u00f3 pensava nos amigos. Amigos para ele eram sagrados. S\u00e3o muitos, muitos mesmo.<\/em><br \/>\n<em> Recentemente se encontrou no esporte e boom, entrou de cabe\u00e7a. Come\u00e7ou a fazer corrida de rua e adivinhem: virou o melhor. N\u00e3o sei precisar quantos p\u00f3dius vieram, mas vieram mais e mais amigos.<\/em><br \/>\n<em> Quando uma pessoa vem ao mundo para fazer o bem, ela \u00e9 assim, cheia de amigos. Ele era.<\/em><br \/>\n<em> Apesar do temperamento forte, agressividade ele n\u00e3o admitia. Era a raz\u00e3o. Confesso que ele sempre me tirava dos rolos. Eu j\u00e1 preparava o ataque, ele resolvia de forma pol\u00edtica. Um comunicador nato.<\/em><br \/>\n<em> Viveu intensamente sim. Conheceu o mundo, viajou e viajou. Era tamb\u00e9m uma virtude. Jamais precisei fazer roteiros de viagem com ele, sempre ia nos melhores locais, e quando digo sempre, sempre mesmo.<\/em><br \/>\n<em> Mas essas linhas tortas de nossa hist\u00f3ria, n\u00e3o sei, n\u00e3o sei.<\/em><br \/>\n<em> Acho que Deus o quis antes para novos roteiros no Para\u00edso. Vai chegar l\u00e1 mandando, o C\u00e9u j\u00e1 est\u00e1 melhor, &#8220;o cara&#8221; chegou.<\/em><br \/>\n<em> A dor \u00e9 intensa. Cora\u00e7\u00e3o arrebentado, arrancado.<\/em><br \/>\n<em> Meu Deus irm\u00e3o, me diz o que fazer. Eu sei que tu sabe.<\/em><br \/>\n<em> A luz te espera. Ela vai brilhar forte ao te ver e para a luz as linhas s\u00e3o retas. Segue teu caminho!<\/em><br \/>\n<em> Tu fez hist\u00f3ria, deixou o legado do bem, da dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho como caminho para realizar os sonhos!<\/em><br \/>\n<em> Todos os teus amigos vieram hoje meu irm\u00e3o. Do Consulado do Inter, do Pal\u00e1cio, de toda, toda a Imprensa catarinense e muitos de fora, do governo, da oposi\u00e7\u00e3o, da F\u00e1brica, ex-alunos, ex-colaboradores, das assessorias de corrida, do futebol, das entidades de caridade q tu ajudava, da prefeitura, dos clubes, dos comit\u00eas, dos bairros q tu morou, e simplesmente quem te conheceu.<\/em><br \/>\n<em> Acho que nem tu sabia a dimens\u00e3o das pessoas que te queriam bem! Muita Geeennte. E quem n\u00e3o veio, mandou mensagem. Olha, j\u00e1 temos votos para vereador!<\/em><br \/>\n<em> Saudades eternas.<\/em><br \/>\n<em> Segue teu caminho Iluminado.<\/em><br \/>\n<em> Go R\u00f3ger Bitencourt, go &#x1f3c3;&#x1f3fb;&#x1f3c3;&#x1f3fb;<\/em><br \/>\n<em> TE AMO, TE AMAMOS!<\/em><br \/>\n<em> Alexandre Bitencourt&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Vanderlei Dutra Estava pensando no assunto do artigo desta segunda-feira, quando recebi a confirma\u00e7\u00e3o da morte do jornalista Roger Bitencourt, atropelado por um motorista embriagado em Florian\u00f3polis enquanto pedalava, seu esporte favorito. 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