{"id":13748,"date":"2019-06-10T11:15:47","date_gmt":"2019-06-10T14:15:47","guid":{"rendered":"https:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/?p=13748"},"modified":"2019-06-10T11:15:47","modified_gmt":"2019-06-10T14:15:47","slug":"tito-guarniere-os-deputados-aproveitaram-para-atingir-moro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2019\/06\/10\/tito-guarniere-os-deputados-aproveitaram-para-atingir-moro\/","title":{"rendered":"Tito Guarniere: &#8220;Os deputados aproveitaram para atingir Moro&#8221;"},"content":{"rendered":"<h6><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-13750 size-full\" src=\"https:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/COAF-1.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"222\" srcset=\"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/COAF-1.jpg 350w, http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/COAF-1-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br \/>\nTito Guarniere<\/h6>\n<h6><strong>A nova pol\u00edtica e a velha conveni\u00eancia<\/strong><\/h6>\n<p>O Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; COAF acabou voltando para o Minist\u00e9rio da Economia, de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. O organismo tinha passado ao \u00e2mbito do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, por solicita\u00e7\u00e3o do ministro S\u00e9rgio Moro. Na Justi\u00e7a, segundo Moro, serviria melhor ao prop\u00f3sito de combater a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a C\u00e2mara dos Deputados fez retornar o COAF ao lugar de origem. Parece ter sido um recado ao governo de que o Parlamento n\u00e3o se dobrar\u00e1 em tudo o que seja a vontade do Executivo. Os deputados aproveitaram para atingir Moro, com medo de que ele acumule demasiado poder. Nessa vers\u00e3o os corruptos do Congresso preferiram n\u00e3o correr o risco de fortalecer ainda mais o ex-juiz de Curitiba, porque a medida \u201cpoderia se voltar contra eles no futuro\u201d.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe direito o que motivou cada um dos votos que barraram a pretens\u00e3o de Moro e do governo. O bolsonarismo pode insistir na tese infantil de que dialogar com os pol\u00edticos, com o outro Poder, \u00e9 coisa da \u201cvelha pol\u00edtica\u201d. Mas as casas legislativas t\u00eam seus humores, e a mais singela das proposi\u00e7\u00f5es tem de passar por elas. Desatendidas, relegadas na sua import\u00e2ncia, esperam a vez e d\u00e3o o troco. \u00c9 assim com Bolsonaro e foi assim com todos os governos. Quem desconhece essa rea\u00e7\u00e3o instintiva dos parlamentares n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o de como funciona e do que venha a ser a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Os votos que elegeram Bolsonaro v\u00eam do mesmo eleitorado que elegeu deputados e senadores. A preliminar, assim banal, se fosse bem entendida, evitaria acidentes de percurso e contenciosos gratuitos. Mas para o bolsonarismo (e para muita gente) os votos de deputados e senadores s\u00e3o de segunda classe.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os pol\u00edticos, com regularidade alarmante, se comportam mal, s\u00e3o dados a pr\u00e1ticas viciadas, defendem causas duvidosas, se movem no campo estreito dos interesses corporativos, ao inv\u00e9s do interesse geral. Mas a pol\u00edtica \u00e9 o dom\u00ednio dos homens, n\u00e3o dos anjos. O presidente da Rep\u00fablica, os ministros, ju\u00edzes, Minist\u00e9rio P\u00fablico, todos tomam decis\u00f5es acertadas e todos cometem erros. Ningu\u00e9m tem preval\u00eancia ou superioridade moral sobre os demais.<\/p>\n<p>O Congresso Nacional que temos \u00e9 esse a\u00ed. N\u00e3o h\u00e1 outro. Como Poder, tem a mesma legitimidade que o presidente. Pode-se, deve-se at\u00e9, critic\u00e1-lo. Mas n\u00e3o se pode sataniz\u00e1-lo, rebaix\u00e1-lo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de coadjuvante institucional, que s\u00f3 aprova o que o executivo quer e manda. \u00c9 melhor um Congresso com imperfei\u00e7\u00f5es, como o nosso, do que um Congresso servil, homologat\u00f3rio, como nas ditaduras.<\/p>\n<p>Muita gente navega no pensamento simpl\u00f3rio de que cada decis\u00e3o legislativa esconde uma inten\u00e7\u00e3o subalterna. Mas no caso do COAF foi a decis\u00e3o certa. Errado foi retirar o organismo de onde estava. \u201cAtividades financeiras\u201d s\u00e3o da al\u00e7ada e \u00e2mbito da Economia. Era uma raz\u00e3o de ordem t\u00e9cnica. E de l\u00e1 foi retirado para atender \u2013 acima do rigor t\u00e9cnico &#8211; a uma conveni\u00eancia de ordem pol\u00edtica. A mudan\u00e7a foi homologada no Senado sem emendas tamb\u00e9m por conveni\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Conveni\u00eancia, essa velha e comum pr\u00e1tica de todas as pol\u00edticas, da velha e da nova.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:titoguarniere@terra.com.br\">titoguarniere@terra.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tito Guarniere A nova pol\u00edtica e a velha conveni\u00eancia O Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; COAF acabou voltando para o Minist\u00e9rio da Economia, de onde nunca deveria ter sa\u00eddo. 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