{"id":13216,"date":"2019-04-12T08:00:39","date_gmt":"2019-04-12T11:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/?p=13216"},"modified":"2019-04-11T19:41:11","modified_gmt":"2019-04-11T22:41:11","slug":"tito-guarniere-que-privilegio-viver-na-era-da-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2019\/04\/12\/tito-guarniere-que-privilegio-viver-na-era-da-tecnologia\/","title":{"rendered":"Tito Guarniere: &#8220;Que privil\u00e9gio viver na era da tecnologia&#8221;"},"content":{"rendered":"<h6><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-13217 size-medium\" src=\"https:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia-300x200.jpg 300w, http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia-768x511.jpg 768w, http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia-696x463.jpg 696w, http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia-631x420.jpg 631w, http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/tecnologia.jpg 870w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nTito Guarniere<\/h6>\n<h6><strong>Boa not\u00edcia<\/strong><\/h6>\n<p>Que h\u00e1 muitos males que nos afetam ainda, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Mas um olhar mais agudo permite dizer que \u00e9 um privil\u00e9gio viver no tempo presente, comparado com \u00e9pocas passadas.<\/p>\n<p>Nunca a expectativa de vida humana foi t\u00e3o elevada. Nunca o homem disp\u00f4s de tantos medicamentos eficientes para se libertar da dor e do sofrimento. O homem jamais foi capaz de produzir tantos alimentos quanto agora. A mis\u00e9ria, a fome, as car\u00eancias de toda ordem que nos acometiam tempos atr\u00e1s, s\u00e3o hoje em dia incomparavelmente menores.<\/p>\n<p>Na propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial de cada \u00e9poca, nunca morreram t\u00e3o poucas pessoas em guerras distantes, ou assassinadas, ou por causa de epidemias e doen\u00e7as. As gripes su\u00edna e avi\u00e1ria, deste s\u00e9culo, provocaram juntas menos de 18 mil mortes. N\u00famero alarmante, mas quase inexpressivo perto dos 100 milh\u00f5es de mortos na gripe espanhola, cem anos atr\u00e1s.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A pior praga recente da humanidade, a AIDS, hoje em dia \u00e9 uma doen\u00e7a (quase) sob controle, por causa de campanhas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o e de rem\u00e9dios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em tempo algum o homem viajou tanto. Milh\u00f5es de pessoas se deslocam todos os dias, em ondas de imigra\u00e7\u00e3o, e de simples viagens de ida e retorno, conhecendo novos lugares, trocando experi\u00eancias, comprando e vendendo mercadorias e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o humana vive uma revolu\u00e7\u00e3o por semana. Um berbere do deserto marroquino pode ligar para o parente que mora em um \u201cbanlieu\u201d de Paris, dar not\u00edcias da fam\u00edlia, e perguntar como est\u00e1 o tempo. Uma m\u00e3e ansiosa do interior de Santa Catarina fala todos os dias com o filho que est\u00e1 viajando pela primeira vez \u00e0 Europa. Tudo pelo WhatsApp, de gra\u00e7a, sem pressa de desligar.<\/p>\n<p>Um africano da regi\u00e3o subsaariana acumula, em um aparelho celular de U$ 50 d\u00f3lares, telefone, r\u00e1dio, rel\u00f3gio, gravador, m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, e aplicativos com GPS, previs\u00e3o de tempo na regi\u00e3o e no mundo, e uma \u201cdiscoteca\u201d de 20 mil m\u00fasicas, que ele ouve na noite fria da regi\u00e3o in\u00f3spita. Em tempos bem pr\u00f3ximos s\u00f3 os ricos dispunham de toda essa parafern\u00e1lia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o para\u00edso, claro. H\u00e1, ainda, \u00e1reas residuais de fome e mis\u00e9ria absoluta, guerras localizadas, tribos em conflito sangrento, ditaduras cru\u00e9is, assassinatos em massa (s\u00f3 no Brasil s\u00e3o mais de 60 mil por ano), concentra\u00e7\u00e3o de renda e riqueza, deteriora\u00e7\u00e3o ambiental, e tanto mais. Mas o fato continua de p\u00e9: o planeta nunca foi t\u00e3o bom de habitar.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 40 anos aumentou exponencialmente a produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. Gra\u00e7as \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o do conhecimento e \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, em todas as \u00e1reas, milh\u00f5es de pessoas tiveram acesso a bens essenciais da vida. Tudo rolou na \u00e9poca de ouro do capitalismo, e em grande parte por causa dele, de sua extraordin\u00e1ria performance na produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, da din\u00e2mica vertiginosa do com\u00e9rcio mundial, da velocidade e efici\u00eancia das novas log\u00edsticas.<\/p>\n<p>H\u00e1 colossais desafios a vencer. Parece justo esperar, entretanto, que a mudan\u00e7a profunda &#8211; qualidade e quantidade &#8211; na produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do mundo sirva ao prop\u00f3sito de permitir \u00e0 humanidade o acesso mais amplo aos bens do progresso e da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:titoguarniere@terra.com.br\">titoguarniere@terra.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tito Guarniere Boa not\u00edcia Que h\u00e1 muitos males que nos afetam ainda, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Mas um olhar mais agudo permite dizer que \u00e9 um privil\u00e9gio viver no tempo presente, comparado com \u00e9pocas passadas. 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