{"id":10224,"date":"2018-03-23T11:58:31","date_gmt":"2018-03-23T14:58:31","guid":{"rendered":"http:\/\/otimoneiro.com.br\/?p=10224"},"modified":"2018-03-23T11:58:31","modified_gmt":"2018-03-23T14:58:31","slug":"rge-e-condenada-pagar-r-1-milhao-por-terceirizacao-ilegal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/hom.jornaltimoneiro.com.br\/index.php\/2018\/03\/23\/rge-e-condenada-pagar-r-1-milhao-por-terceirizacao-ilegal\/","title":{"rendered":"RGE \u00e9 condenada a pagar  R$ 1 milh\u00e3o por terceiriza\u00e7\u00e3o ilegal"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-10225\" src=\"http:\/\/otimoneiro.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1490019781480587.jpg\" alt=\"\" width=\"778\" height=\"437\" \/>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) obteve condena\u00e7\u00e3o da Rio Grande Energia S.A. (Grupo CPFL Energia) ao pagamento de\u00a0R$ 1 milh\u00e3o\u00a0por dano moral coletivo. De acordo com a decis\u00e3o, a concession\u00e1ria intermediava ilegalmente m\u00e3o de obra de trabalhadores. O valor ser\u00e1 revertido ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) ou outra finalidade compat\u00edvel. A decis\u00e3o da 1\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) deu provimento ao recurso ordin\u00e1rio interposto pelo MPT e reformou senten\u00e7a da 24\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre, que havia indeferido pedido de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os magistrados, &#8220;a intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra (mero fornecimento de trabalhadores) \u00e9 sempre ilegal, quer seja na atividade meio ou fim, formando-se v\u00ednculo diretamente com o tomador dos servi\u00e7os, salvo no caso de trabalho tempor\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>O que diz a RGE<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com a assessoria da empresa, que n\u00e3o quis se pronunciar: &#8220;A RGE n\u00e3o comenta decis\u00f5es judiciais&#8221;.<\/p>\n<p>O caso<\/p>\n<p>O MPT havia obtido, em janeiro de 2017, no 1\u00ba grau, a condena\u00e7\u00e3o da RGE em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica (ACP) ajuizada por terceiriza\u00e7\u00e3o il\u00edcita. Um inqu\u00e9rito civil (IC) constatou terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades-fim da empresa. A den\u00fancia partiu da 2\u00aa Vara do Trabalho de Gravata\u00ed, dando conta de centenas de a\u00e7\u00f5es trabalhistas contra a empresa, principalmente postula\u00e7\u00f5es de v\u00ednculo de emprego.<\/p>\n<p>Entre as atividades terceirizadas irregularmente estavam liga\u00e7\u00e3o, corte e religa\u00e7\u00e3o de unidades consumidoras, regulariza\u00e7\u00e3o de liga\u00e7\u00f5es clandestinas, manuten\u00e7\u00e3o de linhas de transmiss\u00e3o, manuten\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, projetos em redes de distribui\u00e7\u00e3o e em linhas de distribui\u00e7\u00e3o urbanas e rurais, e constru\u00e7\u00e3o de redes de distribui\u00e7\u00e3o rural. A condena\u00e7\u00e3o colocou \u00e0 empresa a obriga\u00e7\u00e3o de interromper as terceiriza\u00e7\u00f5es destas atividades, sob pena de multa de R$ 50 mil por trabalhador atingido, no prazo de 180 dias ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o. A empresa tamb\u00e9m deveria pagar campanha p\u00fablica, divulgando o conte\u00fado da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) obteve condena\u00e7\u00e3o da Rio Grande Energia S.A. (Grupo CPFL Energia) ao pagamento de\u00a0R$ 1 milh\u00e3o\u00a0por dano moral coletivo. De acordo com a decis\u00e3o, a concession\u00e1ria intermediava ilegalmente m\u00e3o de obra de trabalhadores. O valor ser\u00e1 revertido ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) ou outra finalidade compat\u00edvel. 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