
Promessa de reforços
Segundo o titular da pasta, Adalberto Schen, três dragas, escavadeiras hidráulicas e caminhões irão reforçar os trabalhos nos próximos dias. “Essas contratações emergenciais visam as limpezas das valas assoreadas e desassoreamento da canalização pluvial dos pontos críticos”, explica o engenheiro. Schen visitou a Estação de Bombeamento 7 da Vala do Leão, no bairro Mathias Velho, e certificou sobre o funcionamento correto da casa de bombas e conversou com os servidores públicos. Além disso, anunciou que providenciou geradores para atender as casas de bombas em caso de falta de luz.
Defesa Civil explica
O secretário especial da Defesa Civil, Rodolfo Pacheco, lembrou que Canoas não foi a única cidade a sofrer com o temporal. “Fato é que não foi uma cidade isolada. Santa Maria teve sérios transtornos, assim como Gravataí, Porto Alegre e outras. É uma questão adversa do tempo e não tem o que fazer para impedir que ocorra a chuva. Foi muito volume de água em pouco espaço de tempo. Foram 102 milímetros de água, maior do que a previsão de janeiro inteiro, que era de 100 milímetros”, explicou.
Pacheco pontuou que os bairros mais atingidos são os que se encontram nas proximidades de Marechal Rondon, Rio Branco, Fátima e Mathias Velho. “A Defesa Civil opera para auxiliar aquelas pessoas que buscam algum tipo de ajuda que esteja ao nosso alcance. Recebemos várias ligações pedindo informações e encaminhamos as pessoas para os órgãos competentes.
Para casos de árvores caídas em cima de casas, os bombeiros devem ser acionados. Se for somente no pátio, é o proprietário quem cuida disso. Já se árvore cair na rua, quem cuida da limpeza e deve ser avisada é a secretaria de Serviços Urbanos. Também é importante que as pessoas saibam que em casos de buracos nas vias ou inundações, deve ser acionado o departamento de trânsito, para que a rua seja trancada”, alertou.
Previsões
O secretário especial explicou ainda que não é possível para a Prefeitura saber com exatidão e antecedência sobre este tipo de fenômeno climático. “A Prefeitura tem um contrato com a Metsul e temos duas estações meteorológicas em Canoas. Só que são previsões, nem sempre elas se concretizam e não são exatas”, esclareceu.
Bombas
Sobre as bombas, que servem para retirar as águas das ruas, Pacheco explicou que elas são acionadas quando a inundação chega até a altura delas. “As bombas começam a trabalhar quando a água chega no nível delas. Se começa a trabalhar com a água baixa, ela queima. E mesmo assim, às vezes elas não conseguem dar vazão rapidamente em alguns casos”, concluiu.